A perícia judicial é a etapa em que um especialista esclarece questões técnicas que o processo, sozinho, não consegue resolver. Saber como ela funciona ajuda a evitar atrasos, reduzir retrabalho e preparar melhor a documentação.
1) Nomeação do perito e definição do objeto da perícia
O juiz define o que precisa ser esclarecido e nomeia um profissional para atuar como Perito Judicial. É aqui que o processo “delimita” o foco técnico: o que está em discussão e o que está fora.
2) Quesitos: as perguntas que guiam o laudo
Os quesitos são as perguntas técnicas que serão respondidas no laudo. Quesitos bem feitos tornam a perícia mais objetiva e diminuem margem para interpretações confusas.
Dica prática
- Evite quesitos genéricos (“o que aconteceu?”) e priorize perguntas objetivas (“há nexo causal?”, “qual o valor apurado?”, “quais inconformidades técnicas foram constatadas?”).
3) Organização de documentos e evidências
A fase documental costuma ser decisiva. O ideal é organizar tudo em uma linha lógica, com identificação simples (pastas/nomes) e contexto.
Checklist do que costuma ajudar
- documentos do processo relevantes (petições, decisões, anexos);
- prontuários/laudos/atestados (quando for área médica);
- fotos, medições, plantas, memoriais e ART/RRT (quando for engenharia);
- contratos, extratos, planilhas, demonstrativos e notas (quando for contábil/atuarial);
- cronologia dos fatos (uma página já ajuda muito).
4) Diligência / vistoria / avaliação (quando aplicável)
Dependendo do caso, pode haver vistoria em local, avaliação de bens, entrevistas técnicas, exames, inspeções e coleta de evidências. É aqui que o Assistente Técnico costuma trazer muito valor: acompanhando, registrando e garantindo consistência técnica.
5) Elaboração e entrega do laudo pericial
O perito compila os achados técnicos, responde aos quesitos e entrega o laudo. Depois disso, podem existir pedidos de esclarecimentos e manifestações técnicas complementares.
Onde a SIGON entra para reduzir risco e retrabalho
Em muitos casos, o que acelera e melhora a qualidade não é “agir depois do laudo”, mas preparar antes: documentação, quesitos, estratégia técnica e acompanhamento.
Precisa de apoio técnico? A SIGON atua com núcleos especializados e equipe multidisciplinar para atender demandas complexas em todo o Brasil.